10 de janeiro de 2011

Rosas da dor..




Sofrimento sem igual é o que eu acho das mulheres da Africa.


A mulher africana, coitada! Ela é mãe de uma dúzia de filhos, sem contar com os que não sobrevivem à nascença e durante a gestação. Desde o despontar da idade para procriar até ao seu término, vai parindo incessantemente sem obedecer aos intervalos razoáveis de nascimentos. Esta situação provoca um desgaste psicofisiológico permanente. Todo esse enxame de filhos cresce nas suas costas e alimenta-se do seu seio. Na maioria dos casos, os filhos não têm o mesmo pai. São filhos de cada um dos homens com quem se vai casando ao longo da idade fértil. Ela é obrigada a casar ainda muito jovem pelo pai, que lhe arranja um marido púbere, adulto ou velho, sem que a jovem participe na escolha. As jovens dos meios urbanos, que se julgam emancipadas das estúpidas influências do pai nas decisões matrimoniais, engravidam ainda na idade do ensino básico com os colegas da escola e têm de carregar o peso e as consequências desta situação pelo resto da vida. A família não dá aos jovens educação para o amor.

Olhando para a mulher, constatamos que ela trabalha em casa, confeccionando a comida para o marido, os filhos e as demais pessoas que a frequentam. Cultiva os campos, semeia, sacha, colhe e carrega à cabeça os produtos agrícolas. Anda pelo mato à procura de lenha, junta-a em molho de, pelo menos, 50 quilogramas e leva-o para casa. Quando não tem água canalizada em casa, vai buscá-la ao fontanário, numa lata que traz à cabeça ou num barril que vai empurrando até chegar a casa. Feita a comida, põe a mesa para toda a gente comer. Tira a loiça da mesa e lava-a sozinha. Desde o nascer até ao pôr do sol está constantemente de pé e a trabalhar; anda de um lado para o outro, mexendo isto e aquilo, enxotando as galinhas, os porcos ou as cabras que ali estão, à solta, a comer a farinha de milho pilado, gritando pelo filho de sete meses que, naquela sua descoberta de gatinhar, se dirigiu para o pote de água e entornou o líquido precioso que a mãe acabara de pôr a refrescar. Todo esse trabalho é executado, muitas vezes, com um bebé amarrado às costas. Ela descansa somente à noite, depois de servir tudo ao marido.

A par desta vida esgotante, a mulher sofre no espírito e na carne os maus tratos do marido. Sempre que o homem chega a casa embriagado, e isto acontece quase todos os dias, ela reza aos deuses que a protejam da machadada ou catanada na cabeça. Passa o tempo em que o sono ainda não se apoderou do seu “senhor” apavorada. O marido chama-lhe nomes e bate-lhe. Mesmo assim, a mulher cuida dele. Quando ele adormece no lugar onde estava sentado, ela levanta-se, dá o bebé que traz ao colo à filha de dois anos para segurá-lo, carrega o marido e vai deitá-lo na cama, onde ele fica a dormir sossegadamente.

Quando a mulher consegue arranjar trabalho fora de casa, desempenha, em regra, as funções de empregada de limpeza, porque as suas habilitações literárias não lhe permitem fazer outra coisa.

A sociedade africana vê a mulher como uma escrava de quem o “senhor”, dito marido, tudo espera. Embora seja a mulher quem mais trabalha no lar, que cuida e educa os filhos, a sociedade não lhe reconhece m lugar de destaque pelos seus préstimos para a manutenção da família. Ela tem um estatuto social negativo e um papel não reconhecido. Perante este conspecto da dignidade da mulher, urge perguntar: que resta dela? Nada, nem corpo nem alma.
Lá ainda é feita a mutilação genital, uma pratica brutal que faz com que muitas meninas vivam sem saber o que é amor,carinho ou se quer um gesto de bondade.É por isso que nós mulheres devemos nos valorizar,e não se deixar jamais ser colocadas debaixo do tapete.
As mulheres da África não tem opções mas vc mulher Brasileira tem então jamais se deixe humilhar,ou ser submetida a mal-tratos.


Beijinhos da Poly
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